A Política Nacional de Educação Inclusiva Para
Pessoa com Surdez.
A perspectiva inclusiva de educação no
Brasil nos aponta para a possibilidade de superar uma visão centrada de homem,
sociedade, cultura e linguagem de forma fragmentada, vencendo o modismo com
especial destaque para as pessoas com deficiências.
Para as pessoas com surdez tem se
tornado promissor no ambiente escolar e nas práticas sociais /institucionais.
Contudo, muitas questões e desafios ainda estão para serem discutidas,
sobretudo, no espaço escolar, para que as práticas de ensino e aprendizagem na
escola comum pública e também na privada
apresentem caminhos consistentes e produtivos para essas pessoas.
Acreditamos na nova Política Nacional
de Educação Especial, numa perspectiva inclusiva, e não coadunamos com
concepções que dicotomizam as pessoas com deficiência.
Não vemos a pessoa com surdez como o
deficiente, pois ela não o é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui
surdez, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva. Mas, por
outro lado há toda uma potencialidade do corpo
biológico humano e da mente
humana que canalizam e integram os
outros processos perceptuais , tornando
essa pessoa capaz, como ser de consciência ,pensamento e linguagem.
Nesse sentido rompemos com o embate
gestualista e oralista, por prejudicar o desenvolvimento dessas pessoas quando
canaliza a atenção para o problema da língua em si.
Sabemos
que o problema e o fracasso na educação das pessoas com surdez não pode está
centrado nessa ou naquela língua, mas devemos compreender a qualidade e a eficiências das práticas
pedagógicas aplicadas.
Legitimamos a abordagem bilíngue na
perspectiva inclusiva para pessoas com surdez, em que o AEE estabelece como
ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das
capacidades dessas pessoas com base na Pedagogia Contextual Relacional, vislumbrando
o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.
Segundo Damázio e Ferreira (2010, p.
48):
“... é
necessário discutir que , mais do que uma língua , as pessoas com surdez
precisam de ambientes educacionais
estimuladores, que desafiem o pensamento
e exercitem a capacidade perceptiva cognitiva
. Obviamente, são pessoas que,
pensam
,raciocinam e que precisam ,como as demais, de uma escola que explore
suas
potencialidades capacidades em todos os sentidos.”
O AEE para Pessoas com Surdez deve ser visto
como construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais.
Conectando teoria e prática, a da sala de aula comum e do AEE.
O AEE promove ainda o acesso dos alunos
com surdez ao conhecimento escolar em duas línguas: Libras e Língua Portuguesa,
mediante uma organização didática e metodológica do fazer aula especializada.
Conforme Damázio (2007), o AEE envolve três
momentos didático-pedagógicos:
·
Atendimento educacional especializado em
Libras
·
Atendimento educacional especializado
para o ensino de Libras
·
Atendimento educacional especializado
para o ensino de Língua portuguesa
Este atendimento constitui um
momento didático pedagógico para alunos com surdez incluídos na escola comum. A
organização didática desse espaço de ensino implica o uso de muitas imagens
visuais e de todo tipo de referências que propicie o aprendizado do aluno com
surdez. Portanto, o professor deste atendimento deve ser qualificado para
atender às exigências básicas do ensino, visto que o AEE é de extrema
importância para a inclusão.
A educação no AEE PS significa preparar
para a individualidade e a coletivi
dade.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
DAMÁZIO, M. F.; FERREIRA, J. Educação
escolar de Pessoas com Surdez-
Atendimento
educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.
2010. P. 46-57.
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